quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A IGREJA CATÓLICA

Foi fundada por Jesus Cristo, com os apóstolos e os primeiros discípulos. Ele deixou como seu representante aqui na terra o Apóstolo São Pedro, nosso primeiro papa.

No dia de Pentecostes a Igreja foi santificada pelo Espírito Santo e se manifestou publicamente, dando início à difusão do Evangelho e do Batismo para que todos se tornem discípulos de Cristo. Essa difusão do evangelho pode ser lida em Atos capítulos 1 e 2. Mas segundo o Catecismo da Igreja Católica, a Igreja nasceu da água e do sangue derramados por Jesus quando o soldado lhe feriu com uma lança.


Há três trechos principais que nos dão essa certeza: Mateus 16,18-19: “Tu és Cefas (Rocha, traduzido em português como Pedro, de Pedra), e sobre essa rocha (Pedro, ou na língua deles kefas, rocha), edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” 


Outro trecho é João 21,15-17, em que Jesus pede que Pedro apascente suas ovelhas e seus cordeiros, pois ele iria ser chefe da Igreja. O trecho mais importante, porém, é de Lucas 22,32: “Pedro, eu, porém, orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece (confirma) os teus irmãos!” Essas palavras mostram a primazia de Pedro sobre os outros apóstolos. O papa é o sucessor de São Pedro. 


Quanto à ORGANIZAÇÃO DA IGREJA, podemos dizer:


O papa mora no Vaticano, que é um pequeno país dentro da Itália, de 0,44 km², e possui embaixadores, chamados de Núncios Apostólicos nos países que têm entendimento com ele. O Vaticano tem dívida externa, como os outros países, e muitos gastos. Sua riqueza principal está nas obras de arte, que não podem ser vendidas, de modo que não está certo falar que a Igreja é tão rica quanto se diz.


O papa dispõe de uma quantia em dinheiro para ajudar as catástrofes no mundo (furacões, terremotos, enchentes), que lhe é enviada pelos católicos do mundo inteiro no dia de São Pedro (29 de julho), numa oferta chamada “Óbulo de São Pedro”.


Os bispos são sucessores dos Apóstolos nas dioceses, e receberam o terceiro grau do sacramento da Ordem. Os presbíteros, também conhecidos como padres, são auxiliares dos bispos e receberam o segundo grau. Os párocos são os padres que cuidam das paróquias, formadas pelas comunidades, que por sua vez, são formadas pelas famílias.


Padre diocesano ou secular é o padre que pode continuar a viver na família, se quiser, e não faz os votos, a não ser o do celibato (=não se casar). Não precisam obrigatoriamente obedecer ao bispo a que são vinculados. Nunca saem dos limites da diocese, a não ser que queiram. Podem ter bens duráveis em seu nome. Ganham dois a três salários e têm que se manter sozinhos, mesmo quando adoecem. Geralmente a diocese paga para eles um plano de saúde. Moram sozinhos ou em grupos, mas a seus critérios (os religiosos são obrigados a viverem sempre em comunidade). 


Já os religiosos são homens e mulheres que fazem votos de castidade, pobreza e obediência e vivem em pequenas comunidades. Não podem viver em suas famílias. Há religiosos que são padres, e outros que não são. 


O voto de castidade: não podem casar-se e qualquer pecado nesse assunto se torna para eles um pecado mortal. Oferecem a Deus sua castidade, as mulheres inclusive sua virgindade (se não são viúvas). 


O voto de pobreza: não podem possuir nada em seu próprio nome. Tudo o que possuem na verdade pertence à congregação religiosa em que são vinculados. Qualquer pequena posse, às vezes necessária, tem que ter a permissão do superior. Nesse ponto são mais bem assistidos que os padres diocesanos, porque têm toda a assistência da congregação a que pertencem. Não possuem nada, mas têm direito a tudo, ao contrário do padre diocesano, que tem que cuidar de si mesmo na velhice, a não ser que a diocese lhe seja favorável e misericordiosa. 


Pelo voto de obediência, consagram sua liberdade a Deus por meio de um superior (uma superiora), às vezes tão pecador (a) como eles, ou até mais. É considerado o voto mais difícil de se cumprir, mais ainda do que o voto de castidade. 


Eis algumas congregações: passionistas, redentoristas, jesuítas, xaverianos (as), franciscanos(as), capuchinhos(as), missionários e missionárias da Consolata, salesianos (as), Irmãs da Providência, Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, do Evangelho, eremitas, monges e monjas beneditinos (as), camaldulenses, cistercienses, etc. No nossos blogs “eremitas” e “gritar o evangelho”, você encontra mais textos sobre a vida religiosa, que deve ser entremeada pelo silêncio e oração contemplativa para ter sentido. Uma vida religiosa barulhenta não é vida religiosa autêntica. 


Cardeal é um título de honra que se dá a alguns arcebispos e bispos, a critério do papa, e podem votar no novo papa, quando o atual morre. Monsenhor também é um título de honra, geralmente dado ao pároco da catedral. 


Os diáconos recebem o primeiro grau no sacramento da Ordem e ajudam os sacerdotes, mas são ligados diretamente aos bispos. Podem ser casados (nesse caso não podem ser ordenados sacerdotes) ou solteiros (nesse caso, se quiserem podem ser padres).


Várias dioceses formam uma Província Eclesiástica, em que a diocese principal é chamada de Arquidiocese, e o seu bispo, de Arcebispo. 

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