O POVO DE DEUS HOJE
É muita pretensão de nossa parte dizermos que o povo de Deus hoje é a Igreja Católica. Se olharmos o que Jesus disse e praticou, nunca chegaremos a essa conclusão.
Quando Jesus se ofereceu na cruz por nós, esse “nós” foi o mundo todo, crentes e descrentes. Todos fomos salvos. Sem exceção. O problema que se coloca é que NEM TODOS ouvem e praticam o que Jesus ensinou. Ou seja, muitos recusam essa salvação que ele nos trouxe, ao seguirem caminhos que nunca levarão ao convívio com Deus no Paraíso.
Em Marcos 9,38-40, João disse a Jesus que eles proibiram alguém que não os seguia, expulsar demônios em seu nome. Jesus proibiu-os de proibir, dizendo que se alguém faz prodígios em seu nome, não vai falar mal dele. Em outras palavras, Jesus não está só com um tipo de pessoas, mas com todos os que praticam suas palavras, seja desta ou daquela religião.
Por outro lado, em Mateus 7, 21-23 vemos como Jesus lembra que não basta pregar ou mesmo expulsar demônios em nome dele para ser salvo. É preciso praticar sua palavra com sinceridade. A esses que “fizeram e aconteceram”, mas não praticaram o evangelho, Jesus vai dizer: “ Na verdade, não vos conheço! Apartai-vos de mim!” E acredito que muitos desses se orgulhavam de pertencer ao Povo de Deus!
Podemos dizer com certeza que, para ser povo, temos que estar reunidos. Esse é o primeiro passo. Não há como ser povo se vivermos sozinhos, isolados. É o que Jesus diz em Mateus 18,20: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles”. Mesmo que estejamos as mais das vezes sozinhos, se estivermos unidos de coração e de mente às pessoas, se lhes dedicarmos uma parte do nosso tempo, se as lembrarmos em nossas orações, estaremos, na verdade, unidos como um povo.
Em segundo lugar, para ser um povo amado por Deus, precisamos ser um povo DE DEUS, afastando de nossa vida tudo o que não for de Deus, antes de tudo, afastando-nos do pecado e das omissões. Quem é de Deus não o ofende, nem busca coisa alguma que o separe dele.
É preciso, entretanto, sermos realistas quando vemos que muitas das religiões que existem são muito falhas em muitas coisas. Interpretam a bíblia de modo parcial e sem um critério justo. Temos que tomar cuidado para não cairmos nesses mesmos erros. Não podemos deixar a nossa fé de lado por qualquer coisa que ouvirmos de outras pessoas, por melhores que elas sejam, mas que não seguem a nossa fé.
Se quisermos seguir os bons exemplos dessas pessoas, tudo bem; entretanto, nunca devemos seguir a doutrina delas, se estiver em desacordo com a nossa. Quando muito, podemos discutir, conversar sobre esses pontos difíceis com pessoas autorizadas pela Igreja, pessoas que saibam bem definir qual é o pensamento de nossa Igreja.
Vou dar aqui alguns exemplos de elementos que encontramos na Igreja Católica e que não se encontram em outras denominações:
1º exemplo: Um tal de José é sagrado bispo de determinada religião pelo Paulo, que também é bispo. Mas o Paulo não foi sagrado bispo por ninguém: ele se denominou bispo. Que direito ele teve de fazer isso? Mesmo que outro bispo o tivesse sagrado, quem sagrou esse outro? Vamos chegar a um ponto em que alguém se autodenominou bispo e começou a consagrar outros, assim sem base alguma.
Na Igreja Católica, tanto a Romana como a Oriental, e na Ortodoxa Grega, não é assim! A ordenação dos bispos teve início com Jesus, que consagrou os Apóstolos, que consagraram os seus discípulos, que consagraram os outros discípulos, e assim sucessivamente, até chegar aos atuais bispos. A isso chamamos “sucessão apostólica”. Quando o bispo ordena sacerdote um homem, ele está transmitindo um sacerdócio que lhe chegou por meio de tantos outros bispos do passado, que foram recebendo essa sagração episcopal de outros, até o início, com Jesus e os apóstolos. Se esse sacerdote se tornar bispo, ele pode transmitir a sagração recebida a outros, e assim continuar essa sucessão.
Portanto, os bispos dessas religiões que surgiram do nada, não são realmente bispos, nem sacerdotes. São simples leigos.
2º exemplo: Jesus celebrou a Eucaristia com pão ázimo (sem fermento) e com vinho. Os evangélicos e os protestantes celebram a “Ceia” com pão fermentado e suco de uvas. Não estão sendo fiéis ao que Jesus instituiu. Ademais, não acreditam na presença real de Jesus na Eucaristia. Isso é um erro muito grave. Há várias provas de que a hóstia consagrada é, realmente, Jesus em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
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